Arquivo da categoria ‘THOUGHTS’

Existe Amor Longe

Publicado: novembro 21, 2015 em THOUGHTS

Existe amor longe,
Quando por vezes
Segura o espaço,
Que implode, vão,
Se o elo cai e deixa.
Amar à distância é
O que sinto para ti,
E não te toca, eu sei.
Saber que não posso,
E contudo, amar-te
Sabendo que guardo
A célula daquilo tudo
O que o espaço foi.
Parte de tudo em mim,
Que não posso dizer,
Para seres o teu ser,
Ter eu que deixar
Assim num universo
Onde tudo para ti seja.
E para mim, a foto.

(A. Cara D’Anjo)

António Cara D'Anjo

clip_image004Photo Rui Mateus »

Born in Lisbon in 1954, he studied Sculpture in the 1970’s at The Lisbon School Of Fine Art  until he came to the age of twenty, to dedicate himself to another passion, the Theater, which took him to set, poster, prop and light design, and ultimately to the stage as an actor. Soon after, his first film would come.

The 1980’s were spent in London, working and living. On his return to Portugal he became a teacher for a few years.

In the 1990’s and the first decade of this century he dedicated himself to Television, Advertising and Cinema.

He presently lives in Lisbon, maintaining his activities and extending his painting to the Netherlands, which he regularly visits and where he has produced most of his work in the past six years, also visiting museums and historical places that have much changed his views of the…

Ver o post original 53 mais palavras

Lisboa e as Cheias

Publicado: outubro 14, 2014 em THOUGHTS

O que é preciso fazer para que Lisboa não se encha de água em meia hora de chuva torrencial?

Fazer cumprir os conselhos do Arquitecto Ribeiro Telles seria uma boa ideia. Abrir o que foi tapado e atafulhado no subsolo, sobretudo nas zonas ribeirinhas, para que o escoamento se faça.

Falar com os Holandeses e pedir alguns conselhos sobre como não perder areias e gastar dinheiro inutilmente todos os anos, sobre como usar os materiais e quais devem ser usados para manter o subsolo drenado e ainda sobre como eventualmente construir alguns diques, podia não ser uma má ideia.

Não aprovar qualquer construção sem um estudo aprofundado e plantar árvores, muitas mais e ou jardins talvez não fosse má ideia também.

Enfim, há muito que fazer e o problema reside em que não há vontade de gastar dinheiro todo de uma vez com o objectivo de poupar em vez de gastar muito mais em remédios que o não são ao longo de décadas e projectos que não levam a melhoria alguma.

António Cara D’Anjo

ANTÓNIO CARA D’ANJO – C.V.

Publicado: novembro 26, 2013 em THOUGHTS

António Cara D'Anjo

CURRICULUM DE ANTONIO CARA D’ANJO

clip_image002clip_image004F antonio long hairSS Pecado-light

Foto NBP                                Foto Rui Mateus

clip_image006clip_image008Working in Holland

Foto Luís J Carvalho

AAA006 (5)

Nascido em Lisboa em 1954, estudou no Liceu Normal de Pedro Nunes e frequentou o Curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Prémio de Revelação em Pintura pela Junta de Turismo da Costa do Sol em 1971.

Estreou-se no Teatro profissional em 1975 e no Cinema em 1976, respectivamente em “Do Teatro ao Cais do Sodré” e “O Príncipe com Orelhas de Burro”.

Fez parte dos Grupos de Teatro “Os Cómicos” e “A Barraca” e participou em produções independentes, quer como actor quer como artista plástico, quer como desenhador de luz.

Viajou em tournées e festivais de teatro pela Europa, África e Brasil.

Em 1982 mudou-se para Inglaterra onde trabalhou para a ONU na área das Organizações Internacionais até 1988.

No final dos anos 80, regressou a Portugal, tendo sido professor de…

Ver o post original 885 mais palavras

As pessoas precisam de comer. Os animais precisam de comer. Os terrenos são os mesmos e entram em conflito de propriedade por parte do Homem, aquele que sente esse sentido. A riqueza pressiona a exploração dos recursos naturais. Já não se distingue ouro, petróleo, diamantes, elefantes, rinocerontes, baleias. Já não se distingue vida de morte. Já não se sabe da necessidade de uma tribo comer nos Camarões ou de um abastado ocidental pagar a um País para matar um animal de grande porte pelo troféu como no Botswana.

Não passaram muitas décadas desde que se falava no mito do grande caçador branco. Tempos de colonialismo e perspectivas diferentes sobre a vida animal. Décadas depois, elefantes e rinocerontes estão a ser levados à extinção pela ocupação dos  seus próprios terrenos, pela agricultura, pelo gozo da caça, pela fome de uma tribo, e sobretudo pelo marfim, que neste momento  vale mais do que ouro, e sendo exportado para mercados orientais vale a esperança de uma reprodução do Homem. Desde os Camarões ao Quénia, do Krüger National Park, Moçambique a Botswana, do Congo ao Sudão, por todo o território onde haja um trilho de elefante o Homem persegue e mata. Somos caçadores desde que começámos a atiras pedras e seremos até à extinção do que nos dê mais lucro.

Os compradores são orientais que já esgotaram as suas próprias reservas animais, reduzidas a dezenas ou alguma centena, com sorte, em pontos mais remotos de floresta. Vietnamitas, Tailandeses, Chineses para não mencionar outros.

Conrad teve a visão do imperial, ocidental, apocalíptico. O Congo, rio acima, a destruição, Hoje acrescentada pela das árvores.

Herman Melville fez o mesmo com “Moby Dick”, a baleia branca que estaria no centro daquela perseguição e vingança que haveria de levar todos ao fundo do mar. Hoje, com desculpas e fugas, perseguimos baleias para experimentação científica por parte dos japoneses e para matar por parte dos nórdicos, juntamente com os golfinhos.

Destruímos e destruiremos tudo o que estiver no caminho do que nos dê dinheiro, do que sejam os bens universais que exploremos, e destruiremos quem se oponha a este caminho de destruição em nome de suposta riqueza.

O que nos falta então? Cultura? Tolerância, compreensão do mundo?

Ou somos simplesmente estúpidos e não compreendemos que um dia acabaremos como um Dodô?

António Cara D’Anjo – 2013/Out

Tenho pena que o Senhor pense isso. In QUERO DIZER-VOS, nas primeiras linhas, lê-se: “Sempre pensei que fazer política é compreender, avaliar e agir. Compreender e interpretar a realidade, na sua imensa complexidade e variedade; avaliar e ajuizar, com fundamento em princípios, critérios e objectivos; agir, decidir e intervir para mudar o que está mal – o que é injusto, ineficaz ou anacrónico.”…(…) A grande escritora Margeritte Yourcenar, com uma sabedoria alcançada pela larga meditação da história humana, alertou para os riscos da acção política sem valores, verberando aqueles que só cuidam em garantir a pontualidade dos comboios e não querem saber rumo a que destino vão.” (mais à frente…) Comecei a minha luta política no movimento estudantil há mais de quarenta anos. Nessa altura, fazer política no campo em que me situei era saber que, antes de tudo, A luta era moral. Desde então, Procurei manter-me fiel a esse início.” … Pois eu também comecei no movimento estudantil, vesti a camisola que ainda uso e mantive-me fiel a ela, nas cores dos meus princípios. Por isso nada tenho, senão o respeito por mim, os meus amigos que conservam essa memória, porque os meus princípios não me deixam desviar daquilo em que sempre acreditei. Apoiei-o quando pensei que era ideal para o país, apesar de termos sido de grupos diferentes, defendi-o enquanto meu presidente. Penso, ainda com respeito, que o Senhor que já foi meu Presidente, me falha e ao povo, ao reconhecer que o capitalismo em que vivemos, pelas suas origens históricas, não tem alternativa. Lamento.

A Idade Média de Fato e Gravata

Publicado: setembro 28, 2011 em THOUGHTS

301_2023

Caiu o Império Romano e das cinzas na Roma Incendiada por um louco nasceu um Mundo confuso, tribal e intelectualmente pobre no dito Ocidente em que o conhecimento era apanágio dos que já o possuíam e de uma elite de copistas que reinventaram o livro da «ordem e dos princípios» deixando queimar a riqueza da Biblioteca de Alexandria e ignorar o conhecimento do lado oposto do Mundo.

Sabemos que no dito Oriente existia um astronómico conhecimento científico e matemático. Esse mundo caiu sem que se pudesse ter imposto como um Mundo a ter em conta, afogado por Tsunamis ou Antonius.

Os primeiros orgulhos Europeus começaram a fundar-se nas pessoas dos senhores tribais e depois feudais, dos miseráveis e dos guerreiros que tinham que contribuir para a sua existência. Se a guerra e a bravura eram a glória, ao que trabalhava a terra não era merecido o devido respeito, como também aos ofícios. Perdura até hoje, ou somos assim?

Os ataques, as pestes, as fomes, foram o quotidiano do medo inquisitorial. Hoje continuamos, de outra maneira, dentro do mesmo modo. Aproximam-se cinzas de um mundo que já foi, podemos ainda pensar para nós, e aguardamos a próxima Idade das Trevas, mas desta vez, respeitosamente, a vê-los de gravata, esquecendo-nos que, quando cairmos, caímos todos. Eles também, e temam desta vez o povo.

António Cara D’Anjo