Ibn Marwan

Ibn Marwan

Marvão dentro de portas, a aproximação a uma magestade dominante.

101_1312 101_1252 101_1247 101_1298A

Fotos cor de Isabel Pontes Salvador

101_1302 101_1241 101_1258

101_1253 101_1254 101_1278

Uma ilha, disse a Isabel, que nos tinha feito jantar, ir para a cama e levantar uma hora mais cedo, depois de o telemóvel lhe ter mudado a hora automáticamente para a de Espanha, uma mais tarde, pela nossa proximidade com a fronteira.

De manhã a bruma envolvia-nos quando espreitei pela janela e constatei que o Sol estava ainda amarelo e raso… de olhos meio abertos. Pensei que estávamos tão alto que o astro não tinha ainda conseguido subir. Tentei voltar para a cama, atordoado.

Mas não, ela achava que tinha fome, pudera, e era quase meio dia por ter fome. Era preciso comer e não ficar muito tempo na cama para aproveitar bem o dia, que já não seria a subir e descer muralhas como o anterior, e a imaginar como se conseguiria fazer o mesmo de armadura vestida, mas andando mais pacatamente pelas ruas acima e abaixo, e pelos espaços mais horizontais da museologia, e umas tantas fotografias a preto e branco que a luz estava boa e difusa.

Ah, mas antes disso, o pequeno almoço! Tinha que ser por ali que não há muita oferta.

No dia anterior tínhamos comido num restaurante por cima de um café, fechado, onde um senhor muito educado nos serviu o que pedimos, sendo que eu comi umas inesquecíveis migas de batata, que não me perdoava se fosse ao Alentejo e não as saboreasse, já que estavam ali… Nessa manhã, o café debaixo do restaurante estava aberto e o restaurante fechado, como seria óbvio, e quem nos aparece a atender? O mesmo e simpático senhor, que me fez logo lembrar que podia estar num filme, em que os personagens aparecem aqui ou ali como se fossem gémeos.

A Isabel observou que a senhora que estava na copa a fazer as sanduíches era a cozinheira da noite anterior e aí tivemos um embaraçante ataque de riso de chegar às lágrimas, pensando que poderíamos estar a viver um filme de Mel Brooks…

O propósito da nossa viagem era histórico e fotográfico, com alguns desenhos à mistura, e descanso. Ficou-se por uma admiração enorme pelo visual, pelo ar, pelas comparações, pelas pessoas que fazem com que a terra seja tão bem cuidada, pelos jardins, pelo gabinete de Turismo, onde assistimos a um filme muito bem realizado, a Câmara Municipal e o esforço do resultado de uma atitude cultural em relação ao local onde vivem e ou trabalham.

Uma das minhas últimas perguntas foi a de como é que se pode apregoar turismo cá dentro no Al-Gharb, sem apregoar Ibn Marwan? A minha última constatação foi a de que não me admirava assim como tantas personalidades ao longo da História tenham escolhido Marvão para refletir, escrever, agir a partir do ninho das águias.

António Cara D’Anjo

F1000014 F1000015 F1000033

F1000018 F1000021 F1000028 F1000026

F1000022 F1000032 F1000029 F1000019

Fotos PB de António Cara d’Anjo

Anúncios
comentários
  1. zeiaster disse:

    Belas fotos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s