A Idade Média de Fato e Gravata

Publicado: setembro 28, 2011 em THOUGHTS

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Caiu o Império Romano e das cinzas na Roma Incendiada por um louco nasceu um Mundo confuso, tribal e intelectualmente pobre no dito Ocidente em que o conhecimento era apanágio dos que já o possuíam e de uma elite de copistas que reinventaram o livro da «ordem e dos princípios» deixando queimar a riqueza da Biblioteca de Alexandria e ignorar o conhecimento do lado oposto do Mundo.

Sabemos que no dito Oriente existia um astronómico conhecimento científico e matemático. Esse mundo caiu sem que se pudesse ter imposto como um Mundo a ter em conta, afogado por Tsunamis ou Antonius.

Os primeiros orgulhos Europeus começaram a fundar-se nas pessoas dos senhores tribais e depois feudais, dos miseráveis e dos guerreiros que tinham que contribuir para a sua existência. Se a guerra e a bravura eram a glória, ao que trabalhava a terra não era merecido o devido respeito, como também aos ofícios. Perdura até hoje, ou somos assim?

Os ataques, as pestes, as fomes, foram o quotidiano do medo inquisitorial. Hoje continuamos, de outra maneira, dentro do mesmo modo. Aproximam-se cinzas de um mundo que já foi, podemos ainda pensar para nós, e aguardamos a próxima Idade das Trevas, mas desta vez, respeitosamente, a vê-los de gravata, esquecendo-nos que, quando cairmos, caímos todos. Eles também, e temam desta vez o povo.

António Cara D’Anjo

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